Ivan Justen Santana

(Foto: Lina Faria – Não lugar)

À ESTÁTUA DE CURITIBA NO PAÇO DA LIBERDADE

(também dedicado à fotógrafa Lina Faria
e a Bárbara Kirchner e seu
Curitiba é um copo vazio cheio de frio)

Estáutua de Curitiba,
(ou melhor, antes, por outra:)
estátua de Curitiba,
única representação antropomórfica
da nossa cidade, tão querida e antiga
Vila de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais,
conforme versou Leminski rezando,
ou antes, melhor, por outra:
conforme rezou Leminski versando:
imprecisa premissa
(alguma coisa em mim também
não quer que Curitiba mude)
tende piedade de nós!

Prezada Estáutua:
eu te vi e te mostrei a uma criança,
e disse: “olhe, aquela é uma Afrodite Nikeia,
uma Vênus vencedora, uma Palas Ateneia
após a vitória sobre os gigantes,
sentada num trono,
portando a tocha olímpica da liberdade
e da verdade”,
e isso é mesmo verdade:
mais que um arco, é um triunfo,
o fofo triunfo final da inteligência
dominando a força bruta.

Querida Estáutua,
eu só queria te dizer:
nossa Curitiba tem andado muito bruta,
mas continua bonita
e agora mais animada
também por enquanto,
enquanto como uma fruta.
E até este meu trocadilho idiota
enfeita tua vida
que faria muita falta,
ó Curitiba,
minha linda e sábia estáutua.

Eu quis muito te dizer isto
nesta radiosa e azul manhã.

De um dos teus poetas,
o vadio e operoso

Ivan Justen Santana

~ por Barbara Kirchner em 11/06/2014.

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