Domingo de Vento

Um domingo de vento, quando sopra do noroeste, atravessa as gavetas de memórias e pressentimentos, embebendo as réstias, reacendendo gravetos. O tamborilar das janelas ganha voz pelas frestas, fazendo dançar as folhas da avenca e fios de cabelo. Antagônicas à pausa do tempo nos pés cravados do corpo ereto, as nuvens correm e se modificam, de cirros a nimbos. Em um domingo de vento, onde o sol mareia refrescado por um frio veranesco, caminho sem pressa na calçada das folhas, como se a via fosse o eterno, sempre impermanente, nunca no mesmo lugar, nem rápido, nem lento.

~ por Barbara Kirchner em 04/05/2014.

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