Jaques Brand

Alberto Vianna e Jaques Brand nos idos de 1970

(Foto: Lucilia Guimarães)

.

SONETO À MANEIRA DO DÉCIMO-SÉTIMO SÉCULO

.

Dê-me tua mão, Amiga, e ao meu lado

venha dos campos ver as verdes lindes

– ainda mais lindas se por elas vindes

e mais ainda se vindes ao meu lado.

Ouçamos da floresta que os margeia

a brisa perpassar o chão florido

e num transporte breve o leve Ar ido

nos leve em seu alento ao léu, à Aléia.

Das sendas derivadas, e à deriva,

à Suma alcemos juntos, às alturas

de um Saber bom que eu sei, musa lasciva.

Enquanto achas levo à labareda

e achas leve em teus quadris meu gesto,

as Artes eu direi, de Amor, que enleva.

As Artes eu direi, de Amor, que enreda.

.

Texto de Jaques Brand disponível no “Palavras, Todas Palavras”

~ por Barbara Kirchner em 06/08/2013.

Uma resposta to “Jaques Brand”

  1. O Jaques era o homem mais bonito da cidade. Ainda bem que deixou um representante à altura (!), Jorginho… Sangue bom.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: