Thadeu Wojciechowski

NOITE DE LUA CHEIA

“oh lua, nunca te vi mais bela
linda assim você parece ela”

Duas e dez da manhã. Azul o céu se estica
até virar carvão, escuridão, pretume.
O sono deu lugar ao sonho de costume:
resfriar a paixão que o peito maçarica.

A Lua agora sai de trás da nuvem negra
e um pouco mais de luz me traz a paz e a calma.
A cal no tronco é dorso de uma estátua grega,
Vênus de Milo, no quintal, pedindo alma.

Centenas de centelhas piscam sem parar
e eu caminho entre as árvores com meus cachorros.
Eles olham pra Lua e começam a uivar,
como nos velhos tempos em que foram lobos.

Cães, como não amá-los, se tudo que querem
é nossa companhia, nosso amor e afeto?
Abraço-os, acaricio-os, pra que não se alterem
com a força da Lua e seu poder magnético.

Um começo de frio acaba com a festa,
me recolho e me vejo cheio de esperança.
Ser teu, minha poesia, em noite de seresta;
ser o teu par na honra de uma contradança.
.
A madrugada avança e o dia não falha,
meu amor se espalhou em versos enluarados
sobre a página pálida que me agasalha.
Acho que agora, Lua, estamos conversados.

.

antonio thadeu wojciechowski

~ por Barbara Kirchner em 23/02/2012.

Uma resposta to “Thadeu Wojciechowski”

  1. Ola Thadeu, gostei de seus versos

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