Mauro Barbosa

Vocês acreditam em destino? Em “coincidência”? Pois uma vez um velhinho me disse um dia (frase do grande Orlando Bertoldi Neto), que quando você viaja pela estrada da sincronicidade, tudo se encaixa no lugar certo: tempo, movimento e até distância ficam a sua disposição.

Pois aconteceu. O Rodrigo desceu do seu apartamento e deu de cara com o Mauro Barbosa. Sim, aconteceu. Nada combinado! Me ligou imediatamente e fui para o centro de Curitiba encontrá-los.

Acabou nos contando sua história de vida. Nasceu em Medianeira, veio pra Curitiba quando criança, estudou no Nilton Ribas, fez faculdade de administração, foi quando começou a tocar em uma banda. Fazia “efeitos sonoros”. Tocaram em festivais. Começou a compor. Daí mudou pra sociologia, mudou de turminha e parou de compor. Passou num concurso e hoje é funcionário público. E gosta.

20 anos mais tarde, sim, vinte anos mais tarde, alguem da antiga turma de administração decide fazer um reecontro da turma. Qual não foi sua supresa ao chegar lá e ser recebido com o pessoal cantando suas músicas. Na hora seu cérebro mandou uma mensagem: “Se vinte anos depois os caras ainda lembram das suas músicas, porque você não volta a compor?” E foi o que aconteceu. Voltou a compor. Ainda bem.

Daí fez um projeto bem legal com outros amigos compositores. “Pisada Autoral”. Tocaram em vários lugares da cidade, quando lhe falaram do Bardo Tatára. Resolveu deixar de lado a organização dos tais festivais, que eram um sucesso, mas davam um trabalho…

E virou figurinha marcada nas Segundas Autorais. E lá foi descobrindo mais gente que curtia suas músicas. Tímido, receoso, foi na 2a Segunda Autoral. E hoje, se você for lá, vai descobrir que quando o Mauro sobe no palco, todo mundo quer tocar juntos suas músicas. E que o bar inteiro conhece. De cabo a rabo.

Ai Ai Ai foi a que mais me chamou a atenção. Tanto que coloquei o vídeo do youtube no meu facebook faz um tempo já. E hoje temos a graça de podermos estar gravando e filmando diversos músicos cantando e tocando esta música tão singela. E que simboliza Curitiba tão bem.

Um viva pro Mauro, pros músicos que estão dando seu tempo e talento pra deixar esta gravação tão bonita. E viva Curitiba. Aqui tem café no bule.

Matéria publicada na Rádio Música Curitibana

~ por Barbara Kirchner em 17/12/2011.

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