Ivan Justen Santana

CARMINA I, 4

SOLUITUR ACRIS HIEMS GRATA UICE UERIS ET FAUONI
TRAHUNTQUE SICCAS MACHINAE CARINAS
AC NEQUE IAM STABULIS GAUDET PECUS AUT ARATOR IGNI
NEC PRATA CANIS ALBICANT PRUINIS
IAM CYTHEREA CHOROS DUCIT UENUS IMMINENTE LUNA
IUNCTAEQUE NYMPHIS GRATIAE DECENTES
ALTERNO TERRAM QUATIUNT PEDE DUM GRAUIS CYCLOPUM
VOLCANUS ARDENS UISIT OFFICINAS
NUNC DECET AUT UIRIDI NITIDUM CAPUT IMPEDIRE MYRTO
AUT FLORE TERRAE QUEM FERUNT SOLUTAE
NUNC ET IN UMBROSIS FAUNO DECET IMMOLARE LUCIS
SEU POSCAT AGNA SIUE MALIT HAEDO
PALLIDA MORS AEQUO PULSAT PEDE PAUPERUM TABERNAS
REGUMQUE TURRIS O BEATE SESTI
UITAE SUMMA BREUIS SPEM NOS UETAT INCHOARE LONGAM
IAM TE PREMET NOX FABULAEQUE MANES
ET DOMUS EXILIS PLUTONIA QUO SIMUL MEARIS
NEC REGNA UINI SORTIERE TALIS
NEC TENERUM LYCIDAN MIRABERE QUO CALET IUUENTUS
NUNC OMNIS ET MOX UIRGINES TEPEBUNT
.
.
Dissolve-se o áspero inverno, voltando a estação agradável,
e secas se arrastam as quilhas dos barcos;
já não se aconchegam no estábulo o gado e ao fogo o campônio,
nem prados alvejam com brancas geadas.

Já Vênus Citérea os coros conduz, sob a Lua alta,
e junto das Ninfas as Graças tão belas
batem os pés alternados na terra, enquanto aos Ciclopes
o ardente Vulcano visita nas forjas.
.
Agora convém elegante envolver a cabeça com o verde mirto
ou flores que brotam das terras aráveis;
agora também é mister nas sombrias florestas fazer sacrifícios
ao Fauno, quer queira cordeiros ou mesmo cabritos.

A pálida Morte marcha igualmente em tavernas de pobres
e em torres de reis. Ó Sesto feliz,
a vida tão breve proíbe erigir esperanças extensas;
já oprimem-te a Noite, as almas das fábulas

e a fúnebre casa Plutônia, aonde tão logo chegares
não sortearás com teus dados os goles de vinho
nem admirarás o suave Lícidas, por quem ora arde
toda a juventude e em breve as virgens ferverão.
.
QUINTUS HORATIUS FLACCUS
Ivan Justen Santana 

~ por Barbara Kirchner em 02/04/2011.

3 Respostas to “Ivan Justen Santana”

  1. mas o Ivan, hein?!
    ex celente!

  2. Fiquei muito feliz com a postagem e o elogio – mas pra não deixar de ser Ivan devo observar que os “underlines” (os sublinhados) no início dos versos pares devem ser deletados (ou configurados na cor de fundo, pra não aparecerem) – e o seguinte trecho:

    “__o ardente Vulcano visita nas forjas.Agora convém elegante envolver a cabeça com o verde mirto”

    deve ter uma quebra de verso e estrofe, assim:

    “o ardente Vulcano visita nas forjas

    Agora convém elegante envolver a cabeça com o verde mirto”

  3. Correções efetuadas, ó Poeta.
    Valeu Ivan.
    Bjos pra ti, Gianna e Giu

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