Rogério Dias, o homem-pássaro, por Lee Swain

Antes de voar, ele comeu muita pedra. Foi publicitário, cenógrafo, ilustrador, ator, cartunista, só pra não se estender muito. Aos poucos Rogério Dias foi ficando mais leve, mais leve, até o dia em que descobriu o que todo mundo já sabia. Rogério acordou artista, bateu asas e não parou mais.

Trabalhamos juntos na Múltipla Propaganda em  Curitiba com uma turma de pesos pesados: Solda, Leminski, Paulo Vítola, Cesar Bond. Ele ainda lutava contra si mesmo, e em silêncio preparou uma mostra individual na Biblioteca Pública do Paraná. Neste dia conheci o outro Rogério. Uma revoada de telas carregadas de cores acrílicas tomou conta do salão, e nesta ocasião arrematei uma tela que guardo com carinho até hoje.

Eu e meu Rogério

Dali pra frente não parou mais. Em 1993 Rogério cria o painel “300 gralhas para Curitiba” em homenagem aos 300 anos da cidade. Em 1994 executa para a Prefeitura Municipal de Curitiba, projeto para um painel de azulejos de 50 metros sobre o “Rio Iguaçu”, que foi inaugurado em 1996 ao lado do Palácio do Governo.

Rogério Dias, o homem-pássaro, é hoje um artista reconhecido, com obras espalhadas por este mundão afora, flanando em pinceladas de cores fortes e restos de madeira que se juntam como transformers para formar sempre um novo e inevitável ucello.

Lee Swain

(post surrupiado na íntegra do Lee Swain)

~ por Barbara Kirchner em 17/03/2010.

Uma resposta to “Rogério Dias, o homem-pássaro, por Lee Swain”

  1. Ladrão que rouba ladrão… vou roubar o seu post do Pás na Terra, rss….

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