Curitiba é um copo vazio cheio de frio

•02/05/2012 • Deixe um comentário

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CURITIBA É UM COPO VAZIO

PRÉ S SENTIMENTOS

Cai a noite e Curitiba é uma redoma, um copo vazio emborcado. Céu vermelho em outono e clima aprazível. O céu de um azul turvo na abóboda enquanto ouço cigarras e pianos. Bateu agora uma brisa fresca, logo depois da condução. Na retina um filme leve matinal. Ébria de risadas e humanidades. Pertencer a este lugar é tal como ser pinheiro. Pregar-se ao solo num mergulho profundo e sem curvas, sempre reto, buscando o centro. Centros de homens que nasceram assimétricos. Ser pinheiro neste copo é estar fadado ao fim pela impossibilidade do crescimento destas árvores em outros solos Perde-se o curitibano. Passa a apátrida porque não se reconhece mais ao caminhar pelos saudosos paralelepípedos quando as suas raízes obrigam-se à direção de outros solos que não o centro do seu.

Curitiba é um copo vazio cheio de frio.

Feito de vento expirado das almas como as do Municipal enterradas.

Amalgamado cinza entristecedor esmaecido nos viventes neste sítio jazentes.

É a beleza de ser introspecto, passivamente sofrido e irritantemente orgulhoso dos dias de geada ou das estações misturadas inteiras em um único dia. É saber-se livre apenas quando em terras alheias, marcando o curitibanear, aquele leminskiado; restando, todavia, escondido, como o Dalton, quando entre os convivas locais. Pisar aqui a cada retorno implica um borbulhar de infinita e sádica melancolia. Um deprimir pré-sentido. É encontrar todos perdidos. É saber-se preso e com um sorriso masoquista, dormir feliz.

(Bárbara Kirchner)

Língua Madura: Café Passado

•21/04/2012 • Deixe um comentário

Curitiba é um copo vazio cheio de frio

•21/04/2012 • 5 Comentários

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CURITIBA É UM COPO VAZIO

PRÉ S SENTIMENTOS

Cai a noite e Curitiba é uma redoma, um copo vazio emborcado. Céu vermelho em outono e clima aprazível. O céu de um azul turvo na abóboda enquanto ouço cigarras e pianos. Bateu agora uma brisa fresca, logo depois da condução. Na retina um filme leve matinal. Ébria de risadas e humanidades. Pertencer a este lugar é tal como ser pinheiro. Pregar-se ao solo num mergulho profundo e sem curvas, sempre reto, buscando o centro. Centros de homens que nasceram assimétricos. Ser pinheiro neste copo é estar fadado ao fim pela impossibilidade do crescimento destas árvores em outros solos Perde-se o curitibano. Passa a apátrida porque não se reconhece mais ao caminhar pelos saudosos paralelepípedos quando as suas raízes obrigam-se à direção de outros solos que não o centro do seu.

Curitiba é um copo vazio cheio de frio.

Feito de vento expirado das almas como as do Municipal enterradas.

Amalgamado cinza entristecedor esmaecido nos viventes neste sítio jazentes.

É a beleza de ser introspecto, passivamente sofrido e irritantemente orgulhoso dos dias de geada ou das estações misturadas inteiras em um único dia. É saber-se livre apenas quando em terras alheias, marcando o curitibanear, aquele leminskiado; restando, todavia, escondido, como o Dalton, quando entre os convivas locais. Pisar aqui a cada retorno implica um borbulhar de infinita e sádica melancolia. Um deprimir pré-sentido. É encontrar todos perdidos. É saber-se preso e com um sorriso masoquista, dormir feliz.

(Bárbara Kirchner)

Saudades do Ivo Rodrigues

•20/04/2012 • 6 Comentários

 (Foto de Alberto Melo Viana publicada pelo Solda)

(Foto de Dico Kremer publicada pelo Solda)

(Fonte: João Cândido Martins)

Ivo Rodrigues: uma voz disfarçada de gente

(Paulo Leminski)

Fim de tarde

•19/04/2012 • Deixe um comentário

torre telepartorre da telepar

(Torre da falecida Telepar)

Solda: Todo Dia é Dia

•18/04/2012 • Deixe um comentário

solda-habitatFoto de Eliana Borges.

POEMA EM COMPOTA

bom dia, gente fina
eu aqui me consumindo
nesta vela interminável
deixo pra vocês a parafina
um beijo

para a amante argentina

papelote com poema
de cora coralina
fiquem sabendo
esta vida vida
é um buraco
muito, muito
mais lá em cima

quem não sabe, quem sabe
um dia ensina

solda

Nefelibatas: Chuva nas Águas

•17/04/2012 • Deixe um comentário

Nefelibatas

Texto de Walcir Santi